Compreender

Compreender
Gislaine Cardoso Alves
“Compreender é entender que o outro tem pequenez, assim como “eu” também tenho…
Compreender é não adoecer; é entender que não podemos tudo diante da vida…
É saber que o outro não te magoa mais…
Compreender é saber seu real tamanho diante das tempestades…
 É se preservar para não sofrer a dor do outro…
Compreender é se tornar forte diante daquilo que não podemos mudar…
Compreender é entender que não podemos fazer muito, mas o pouco que fizermos, que seja bem feito…
Compreender é viver bem com pouco sem querer  mais do que podemos ter ou desejar aquilo que não te pertence…
Quem compreende não “surta” não tem “ódio” e tão pouco deseja o mal, mas trabalha e aspira para que todos compreenda que viver pode ser bom, mesmo quando tudo parece perdido…
Compreender é jamais perder a esperança de dias melhores de pessoas felizes…
Compreender é ter a certeza que a felicidade depende única e exclusivamente das escolhas que fazemos…
Penso que compreender é apenas isso… É viver com leveza…”

Os Anviersários de Setembro

Os Anviersários de Setembro

Valdemar Augusto Angerami -Camon

Setembro traz em seu início as floradas do Ipê Branco e do Ipê Amarelo.
 E mais adiante as flores da Sibipiruna, das Tipuanas e da Figueira Branca. Também traz as flores em seu requinte de amor…As pessoas que aniversariam em Setembro trazem em si essa magia…

Um quê indecifrável de luz que a todos encanta…lunettes de soleil ray ban

Um toque de carícia a todas as minhas pessoas queridas de setembro…

 

Serra da Cantareira, numa tarde azul de inverno…

Desprezo

Thiago Nogueira Sobral 

  Desprezo cresce e vira tristeza  O reconhecimento já não se faz mais presente  A capacidade joga fora as qualidades  E a carência fica desprovida da atenção  Falta o respeito e auto-estima  Mais não há merecimento  Esse é o desprezo de um sentimento  Que não trás o conforto mas sim o vazio  Levando consigo o preconceito e julgamento  De não ter mais importância  De não conseguirmos o que queremos  Desse desprezo sem consideração  Que só a mágoa o mantém…  

Verão em Paris

Verão em Paris

 

Valdemar Augusto Angerami – Camon

 

 

Eis me novamente em Paris…

Paris na madrugada sob a chuva e na caminhada pela ponte que atravessa o Rio Sena e nos leva até a Notre Dame. Da barca passeando pelo rio e levando nossos sonhos e ilusões para o infinito. Dos tantos jovens que, à margem do Sena, banham seus devaneios para o tempo quente do amor. De saber que quem a definiu como cidade luz o fez ao caminhar por suas ruas de pedras tendo a luz dos lampiões em contraponto ao fulgor da Lua. Paris na primavera é o desdobramento maior dos sonhos e no Verão simplesmente a configuração do amor…

De caminhar em Mont Parnasse para ir ao encontro do Palácio de Luxemburgo; e ir pela Vaugirard até a nossa loja de discos eruditos. De ouvir Debussy e saber que a magia de sua música é a magia de Paris.

De passear descalço pelas praias de Saint Marie De La Mer e sentir o pulsar do Verão no peito e na alma.

De saber da vida que nos envolve em cada detalhe desse Verão tão suave e tênue é vida em sua mais exuberante configuração…

Verão que não possui a intensidade do verão brasileiro, mas que tem uma magia igualmente única… E de não saber em que ponto o imaginário me separa da realidade, ou que momento o sentimento de pertença me faz alguém deslocado do Brasil quando estou na França, ou perdido no Brasil com o coração pulsando pela brisa parisiense.

De tomar o meu vinho da noite no Café Paris e me sentar onde sentavam Sand, Chopin e Listz.. e me sentir embriagado por essa magia que nos envolve de modo irreversível… E repartir com voces estes sentimentos tão intensos, mistícos  e inebriantes…

 

Paris, verão de 2011.

SABER

SABER

 Thiago Nogueira Sobral

 Saber das coisas 

É tornar-se alguém 

 E quanto mais sei 

  Mais aprendo 

 E sou quem sou

  Essa caixa de surpresas 

 De todas as coisas 

Que diz, sou eu 

Assim sei 

Que mais não sei 

E vivo a aprender 

Se posso saber 

 E só o saber 

Saberá como fazer 

Ou nunca saberei 

 Que tudo não sei…

PRIMAVERA EM PARIS

PRIMAVERA EM PARIS

 

                Valdemar Augusto Angerami – Camon

 

Para Evandro,

o meu filho loirinho que se tornou um grande artista

 

A primavera em Paris é sempre indescritivelmente maravilhosa. O azul do céu é contagiante de tão esplendoroso. Os parques, boulevards, museus, cafés, restaurantes ficam repletos de pessoas vindas dos mais diferentes cantos desse mundo. As árvores mostram uma beleza em suas folhas que nos deixam enternecidos, principalmente aquelas que também presenciamos por aqui chorão, paineira, araçá.lunette ray ban homme. A florada das figueiras é particularmente emocionante.

 

Nesse cenário de magia, e em Saint-Germain-des-Prés, aconteceu a primeira vernissage do Evandro em Paris. E isso em uma noite em que o luamento envolveu suas luzes de modo ainda mais envolvente. Saint-Germain-des-Prés, o coração artístico do mundo pulsou a nossa emoção de maneira irrebatível. E isso se não bastasse a emoção de tomarmos café, almoçarmos e degustarmos o vinho da noite no mesmo espaço em que Sand, Chopin e Liszt se encontravam para sorverem a magia do sucesso de suas músicas e criações literárias. Estávamos no mesmo lugar em que Debussy discutia composições musicais com Satie e decidiam pelas harmonizações mais lindas que se pode sonhar. No mesmo canto em que Monet se debruçava sobre a obra de Rembrandt para conceber o impressionismo. Em um canto onde são vistos na atualidade Godard, Beineix, Truffaut que, a caminho da Cinemateca de Paris, sempre fazem desse canto um lugar de encontro e magia.

 

 

Nesse canto tão mágico tive a emoção de ver o meu menino loirinho que se tornou um grande artista ser elogiado pelos críticos de arte e pelo público parisiense. Não mais um menino a rabiscar seus desenhos em pedaços de papel, mas um artista que se consagra ao mundo e que foi recebido em Saint-Germain-des-Prés com eloqüência pelo reconhecimento de sua obra. A emoção sentida é simplesmente inefável. E gostaria de partilhar com vocês a extrema felicidade que inunda meu coração.

 

Paris, primavera de 2011.

Felicidade e idealização

Felicidade e idealização 
Palavras tão bonitas, mas que caminham na contramão uma da outra. 
Não existe felicidade baseada na idealização e não existe idealização que dê conta de antecipar o brilho da felicidade! 
Felicidade é algo concreto e que precisa de elementos reais, mundanos para desabrochar. 
Felicidade é um sentimento humano e é na imperfeição humana que se sustenta, no ir e vir de sentidos, de encontros e desencontros. É no movimento do homem mundano, daquele que está sempre a fazer-se, que ela, a felicidade, se concretiza. Ela pode ser somente um momento de luz, um pequeno raio de sol num instante especial, se assim quisermos compreendê-la. Mas também pode ser um estado de abertura ao novo, uma abertura para a vida, uma disponibilidade para ser e acontecer neste mundo de tantos iguais e ao mesmo tempo diferentes. 
Felicidade e idealização… se ficarmos a sonhar a partir de nossas expectativas, ao invés de ir ao encontro do outro que está ao nosso lado, de querer descobrir sua luz, suas imperfeições e seus dons, enfim sua singularidade, continuaremos caminhando solitários, fechados em nosso próprio ideal. E o outro será para nós um eterno desconhecido, fonte de decepção e desapontamentos, não por causa de sua imperfeição, mas porque não abrimos mão de nossa idealização, sonhamos com nós mesmos e não nos dispomos a conhecê-lo, a nos surpreender com o novo, o diferente. 
Sônia Andrade Oliveira

O Azul de Uma Manhã de Outono

O Azul de Uma Manhã de Outono

Valdemar Augusto Angerami

                    Para

                    o sorriso mais lindo dessa vida…

Amanhece

O Sol rompe a neblina lentamente

e traz o azul esplendoroso das manhãs de outono…

assim como após te penetrar

voce exibe o sorriso mais lindo dessa vida…

A névoa se dissipa e aos poucos seus

esbranquiçado se torna parte do céu…e o azul

mais esplendoroso que se pode sonhar se configura

e faz dessas manhãs a própria magia dos sonhos…

assim como os nossos corpos se fundem e se tornam

indivisiveis no ato do amor… te ter é um sonho indelével

e azul…

Anoitece

A névoa acolhoa a montanha

e vai configurando novos contornos para

as nebulosas…

assim como te enlaço em meus branços

e te beijo para consagrar a vida….

e sonhamos pela madrugada a espera da manhã… para novamente

vivermos a magia do azul de uma manhã de outono…

O Azul de Uma Manhã de Outono

Te tocar é sentir o Sol das manhãs de outono na péle…

te beijar é viver a magia dessa névoa na alma…

e te saber em meus caminhos é ter a vida se configurando

na própria magia das manhãs azuis de Outono….

Serra da Cantareira, numa manhã azul de outono…

Na Noite

Na Noite…

Liliane Borges

 

E que minha alma se encheu de caminhos

Caminhos enquanto possibilidades do sim e do não

Da vida que escoa enquanto encharca

Do vazio de preencher

A largura dos vãos.

 

É que o acaso me surpreendeu

Do inesperado esperado

Enquanto me preparava ele não aconteceu.

Me lancei no raso

E a superfície traga

O dia que não amanheceu.

 

É que o sentido

Não passeia pela razão

E a cada passo

É no tropeço que realmente

Se conhece o chão.

 

É que na noite sonhamos

O sonho da permissão

Do fim que nunca basta

E da culpa que não pede perdão…

COCHICHO

COCHICHO

Sw.B.Darpan

 

O cochicho divino

No esconderijo da mente

Na privacidade do pensamento

Diz… vai e vive

Vive o engano da individualidade

…da alma ao que é carne

Sinta o vento no rosto

Rosne de tesão

Cuidado com o não

E quando cansar

Cale

De primazia ao silêncio

Na trincheira do pensar

Nos ruídos da razão

Procure os versos do perdão

E lá onde a lógica se dissolve

Ora longe do relógio

Descansa

Faça de seu coração musica mansa

Não busque entender

No vazio silente

No ausente…

O cochicho divino